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28 de novembro de 2011

Até agora, em 2011: Ligue 180 tem 58 mil casos de violência contra mulher

                                          Arte: Rafael Balbueno


A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 - registrou 530.542 ligações até outubro deste ano. Ao todo, foram contabilizados 58.512 relatos de violência, sendo 35.891 de violência física, 14.015 psicológica, 6.369 moral, 959 patrimonial e 1.014 sexual, além de 264 casos de cárcere privado e 31 de tráfico de mulheres.


De acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, as violências moral e psicológica juntas representavam 34,9% do total de ligações. O balanço apontou que a maior parte das mulheres que entrou em contato com o Ligue 180 e era vítima de violência tinha entre 20 e 40 anos, ensino fundamental completo ou incompleto e convivia com o agressor há pelo menos dez anos. Ao todo, 82% das denúncias foram feitas pela própria vítima.


Ainda segundo o levantamento, 44% das mulheres que entraram em contato com o serviço afirmaram não depender financeiramente do agressor e 74% dos crimes eram cometidos por homens com quem as vítimas têm vínculos afetivos/sexuais (companheiro, cônjuge ou namorado).


Em números absolutos, o Estado de São Paulo lidera o ranking nacional com 77.189 atendimentos, seguido de Bahia (53.850) e Rio de Janeiro (44.345). Quando considerada a quantidade de atendimentos relativa à população feminina por Estado, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 792,6 atendimentos para cada 100 mil mulheres, seguido pelo Pará (767,3) e pela Bahia (754,4).


Entre abril de 2006 e outubro deste ano, o Ligue 180 registrou 2.188.836 atendimentos. Desde janeiro de 2007, quando o sistema foi adaptado para receber demandas sobre a Lei Maria da Penha, a busca por esse tipo de serviço totalizou 438.587 ligações. De acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, a central de atendimento é um serviço de utilidade pública de emergência, gratuito e confidencial, que funciona 24 horas todos os dias da semana - inclusive finais de semana e feriados.


Fonte: Site da Campanha Ponto Final

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